12 de octubre de 2023

Heloisa Buarque de Hollanda

 Helô: musa da Geração 80, musa da ABL

Marcus Prado
Jornalista

Publicado em: 30/01/2023 00:30 Atualizado em:

Heloisa Buarque de Hollanda, Helô, como ela gosta de ser chamada, a bela e celebrada musa da Geração 80, a geração de escritores, intelectuais, poetas e artistas, que nos legou a Constituição de 1988, que assegurou a igualdade de gênero no Brasil, é candidatíssima à vaga deixada na Academia Brasileira de Letras pela saudosa escritora Nélida Piñon. Prevejo que terá uma consagradora votação e se tornará, também, por seus dotes de beleza não só intelectuais, a musa da Casa de Machado de Assis.  (Machado teve a sua musa, a cantora lírica Augusta Candiani, inspiradora de muitos dos seus escritos).  

Aos 83 anos, Helô não para de trabalhar. Continua imprimindo importantes marcas na cultura brasileira. É professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde coordena o Programa Avançado de Cultura Contemporânea; pesquisadora, professora de Teoria Crítica da Cultura, crítica literária, conferencista internacional, possui doutorado em Sociologia da Cultura pela Columbia University/EUA, coordena ainda o projeto Universidade das Quebradas e o Fórum Mulher e Universidade. É vista como uma das pioneiras no estudo de teorias feministas no Brasil, tornando-se organizadora de quatro volumes da coleção Pensamento Feminista Hoje, que fortaleceu a rede de valorização do protagonismo feminino. Suas pesquisas privilegiam a relação entre cultura e desenvolvimento, com ênfase nas áreas de poesia, relações de gênero e étnicas, culturas marginalizadas e cultura digital. Tem-se dedicado especialmente ao impacto das tecnologias digitais e da internet na produção e no consumo culturais. É autora de muitos livros, entre eles, Macunaíma, da literatura ao cinema; 26 Poetas Hoje; Impressões de Viagem; Cultura e Participação nos anos 60; Pós-Modernismo e Política; O Feminismo como Crítica da Cultura; Guia Poético do Rio de Janeiro; Antologia Digital e Escolhas, uma autobiografia intelectual.

A primeira vez que nos encontramos, não seria a única, Heloisa Buarque de Hollanda e eu para uma conversa mais demorada, foi na casa dela, numa noite fria de junho, há exatos 15 anos, no bairro carioca do Cosme Velho a poucos metros da casa onde Machado de Assis viveu parte de sua vida. Comigo estavam as escritoras Rachel de Queiroz, imortal da ABL e Luzilá Gonçalves Ferreira, para um encontro marcado, não apenas para jantar. Houve trocas de lembranças: Do Quixadá, território amoroso de Rachel, o Açude do Cedro, a Pedra da Galinha Choca, o Santuário de Nossa Senhora Imaculada, o Morro do Urucu, a Pedra do Cruzeiro, a Serra do Estevão, a Trilha da Barriguda.

Da nossa parte, houve lembranças do Galo da Madrugada, da Pitombeira dos Quatro Cantos, do Maracatu de Dana Santa, do Espetáculo da Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém, do Carnaval de Olinda, das Igrejas barrocas do Recife e Olinda, da tradicional gastronomia pernambucana.

Mas, o foco principal da conversa teria como motivação o projeto, pioneiro e arrojado, dos Falares Regionais, as diversidades e influências da língua falada, do plurilinguismo e dos falares típicos de cada região do Brasil, com as suas palavras especiais e os seus muitos tipos de variações linguísticas.

Na verdade, Helô é “doida” por poesia, já publicou antologias de mulheres poetas. Ela disse em entrevista recente que sempre pensa na poesia como um farol que ilumina o que vem por aí. Para ela, “a poesia é prima-irmã da filosofia e tem a potência da palavra condensada”. Entrando na Academia Brasileira de Letras, nessa Casa povoada de História e de histórias, já se sabe das maravilhas.  Não será apenas uma musa.



Se viene un homenaje a @helobuarque, que ocupa desde el año pasado el lugar 30 de la Academia Brasileira de Letras, y es la persona que me inspiró, alentó y apoyó desde mis inicios y que me inspira siempre con su forma de praticar la crítica literaria y cultural desde una perspectiva feminista, diversa y con la escucha y el diálogo como timón. Y tengo la emoción de ser parte de esta ceremonia en el marco de un evento precioso organizado por la Laboratoria Feminista del PACC de la @ufrj.oficial con mi querida @lucianadileone como gran ejecutora
Agradecida por la suerte que tuve de poder tener a esta Maestra
Viva Helô, allá vamos!
Quienes anden por Río, é nois!
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29 de septiembre de 2023

Se editan 700 páginas con nuestros trabajos en TELF (Serie de poemas míos)

 

Puede ser una ilustración de texto que dice "TomAR Las auLas Las clases de Teoría y Estudios Literarios Feministas LAURA A. ARNÉS, MARÍA JOSÉ PUNTE, JULIA KRATJE, DANIELA DORFMAN, PAULA DANIELA BIANCHI FLORENCIA ANGILLETTA"






Se vieneeeeeeeee!!!!!!!! Estoy emocionada!!!! 🔥🔥🔥 Atentis a la preventa y a la presentación!!!!! Gracias al diseño genial de @andrescornejo_ y @mundokodama y a la unica e inigualable editorial, compañera de aventuras, @madreselva.editorial @editorialmadreselva

27 de septiembre de 2023

Pedir que sus peces anden sin peligro por la tierra

 Pedir tinieblas al Sol 

cuando por Oriente enseña 

tras la hermosísima Flora 

de su rostro la belleza; 

pedir que la misma Flora, 

cuando su madeja peina, 

no borde, en vez de rocío, 

los verdes campos de perlas; 

pedir a los elementos 

dejen su trabada guerra, 

y en conformes voluntades 

truequen su fiera contienda;  

pedir al Cielo pena, 

gloria a las almas 

que el Infierno encierra, 

es pedir a tus ojos, 

que no tengan conmigo más enojos. 


Pedir al mar que refrene sus olas, 

y que se vuelva,

 humilde, mansa, apacible, 

siendo cruel y soberbia; 

pedir que sus peces anden 

sin peligro por la tierra, 

y que saquen a las gentes 

de aljófar las conchas llenas; 

que las sirenas no canten 

ni los oyentes se duerman, 

y que habiten por los campos 

los tritones y nereas; 

pedir al Cielo pena, 

gloria a las almas que el Infierno encierra, 

es pedir a tus ojos, 

que no tengan conmigo más enojos. 


Pedir a los ruiseñores 

no canten celosas quejas, 

y que la tórtola viuda 

segundo marido quiera; 

pedir que la sola fenis 

cuando en el fuego se quema, 

no renazca en sus cenizas 

y que una sola no sea; 

pedir que el águila real, 

cuya vista el Sol penetra, 

deje de mirar los rayos 

por mirar a las tinieblas; 

pedir al Cielo penas, 

gloria a las almas que el Infierno encierra, 

es pedir a tus ojos, 

que no tengan conmigo más enojos.



 María de Zayas y Sotomayor. Novela VII: Al fin se apaga todo.

Ubacyt que wasapea para construir memoria de respaldo

 Hola, querides. Vengo a saludar para precalentar motores semanales y dejar constancia de que, cuando cortamos la vez pasada, anoté en caliente 3(tres) títulos de posibles ponencias (porque la vida se me articula con títulares): a) Que no era pajarillo sino gallo ciego: Sujeción del varón mediante estrategias femeniles en Novela VI xxxx. b) No hay libertad para el varón en la máquina matrimonial construida por la escritura de MdZ: Una lectura de XXXX. c) Trampas, poder y fuerzas bisexuadas en los universos patriarcales de xxxx.