Orlando de Virginia Woolf: Es tan tan bella la novela que me causa dos efectos que ya he predicado de varias lecturas pero siguen sin perder efecto de felicidad: Es un antes y un después de leerla y me dan ganas de copiarla completa a mano.
23 de febrero de 2018
Madrid ¿me espera?
FEB
21
Circuitos teatrales Siglo XXI
21 de febrero de 2018 | Deja un comentario
El objetivo principal de este encuentro es ahondar en la idea de circuito teatral como lugar de interrelación entre diversas estéticas escénicas en el ámbito iberoamericano y diferentes modos de producción teatral.
Los ejes temáticos del congreso son:
- Madrid, encrucijada de nuevos lenguajes teatrales
- Nuevas escrituras escénicas
- Teatro y artes vivas
- El teatro en el paradigma digital
- Teatro y neurociencia
- Teatro y accesibilidad
- Teatro aplicado
- El teatro fuera del teatro
El plazo de presentación de las propuestas finalizará el próximo 20 de marzo. Se enviarán por correo electrónico a teamad.item@gmail.com. El Comité Organizador informará de la aceptación de las propuestas seleccionadas antes del 30 de abril.
Las comunicaciones tendrán una duración de 20 minutos y podrán hacerse en español, catalán, gallego, euskera, francés e inglés.
Para más información: teamad.item@gmail.com.
Etiquetas:
Congresos y jornadas,
Turismo académico
9 de febrero de 2018
Paja formal
Me anoté para el final de Literatura inglesa: Acabo de recursarla, mientras se me vencía la cursada 2013 pero este programa es mucho mejor pero no te hagas la pelotuda y dejá de colgar.
Toy refeliz leyendo a Virginia Woolf para preparar mi tema. Le meto Nietzsche y Derrida y Cragnolini y sus extraños animales y Donna Haraway (mientras me sale poema para Pórtico). Pero no puedo armarme ni mucho menos respetar cronograma que me lleve a cumplir con todas las lecturas para el 1 de marzo. Ufff.
Toy refeliz leyendo a Virginia Woolf para preparar mi tema. Le meto Nietzsche y Derrida y Cragnolini y sus extraños animales y Donna Haraway (mientras me sale poema para Pórtico). Pero no puedo armarme ni mucho menos respetar cronograma que me lleve a cumplir con todas las lecturas para el 1 de marzo. Ufff.
15 de enero de 2018
Todo es posible en enero en la mansión embrujada por esta única bruja
Acabo de mandar un resumen de una ponencia mía titulada : "Ficciones apasionadas en el Persiles y Sigismunda de Cervantes: El caso de Claricia y Dominicio, la mujer voladora y su esposo hechizado" para el CINDAC 2018 a realizarse en Madrid en el próximo septiembre.
Obvio que cuento con beca de la facultad, apoyo moral de les amigues, manutención a cargo de madrilenses solidarios, todo el dinero del loto que me ganaré aunque no juego y la buena suerte que me da citar a de Lauretis y a Adrienne Rich en mis trabajos.
Obvio que cuento con beca de la facultad, apoyo moral de les amigues, manutención a cargo de madrilenses solidarios, todo el dinero del loto que me ganaré aunque no juego y la buena suerte que me da citar a de Lauretis y a Adrienne Rich en mis trabajos.
Feliz año, licenciada
Hola Blog universitario: Prometo seguirte aunque me reciba este año (aunque es más seguro seguirte que recibirme)
29 de diciembre de 2017
Planes 2018
Prometí el año que viene tratar de recibirme y dejar de cursar cualquier cosa que no suma para mi "noplan de estudios" pero la vida me tienta tanto, me desvía, me lleva por senderos sinuosos y provocativos: Hablo de Seminario sobre Sor Juana (todo sobre Sor Juana), seminario sobre Narrativas sin protagonistas (autoras amerindias de EEUU que estoy leyendo sola hace como cuatro años y necesito compartir) y programa de Literaturas eslavas con mucha poesía contemporánea y ciencia-ficción al lado de Dostoiesvky.
Planes pelopincheros
Con el agua a nivel de los riñones y el tereré a mano, este enero, prometo preparar final de Literatura inglesa y monografía para seminario de Margarit: Dos hitos oficiales en mi plan de estudios formal.
4 de diciembre de 2017
Hacer una antología de poesía brasileña misógina y racista
Espelho, espelho seu: quem sou eu?
Alteridade e questões de raça e gênero pautaram segunda mesa do seminário “Livros em Revista”
Cuti, escritor, poeta e dramaturgo
Para discutir os avanços e impasses da representatividade no campo da crítica literária, o primeiro encontro de quinta-feira, 30 de novembro, do seminário Livros em Revista(veja programação completa AQUI) reuniu a curadora da Flip Joselia Aguiar, a crítica literária Amanda Moira e o escritor, poeta e dramaturgo Cuti sob o título “Visível invisibilidade”, discutindo cor e gênero no jornalismo de livros. A mesa foi mediada por André Augusto Dias, da gerência de Ação Cultural do Sesc São Paulo.
À frente da Flip 2017, que incluiu o maior número de autores negros, e também da Flip 2018 que já começa a preparar, Joselia lembrou da resistência que encontrava quando editora da revista Entrelivros. Na ocasião, ela foi taxada de “nacional desenvolvimentista dos anos 60” por questionar a centralidade de resenhas compradas da New York Review of Books e sugerir atenção à produção universitária e latino-americana que florescia naquele momento.
“Eu sou a primeira mulher na curadoria da Flip e o fato de ser nascida na Bahia me ajudou a ter uma visão mais deslocada, ver de fora e ter uma certa independência. A gente vive num círculo literário muito pequeno, e se você faz uma coisa fora do esperado, pode ser duramente questionado”.
Incomodada com a palavra “diversidade”, ela ressaltou que é justamente a uniformidade que deveria causar estranheza. Enfatizou ainda que não tinha um número estabelecido de autores negros/mulheres para convidar, mas que estendeu o campo de suas buscas com especial atenção ao que vinha sendo publicado por editoras pequenas e médias. A curadora ainda criticou a cobertura da Flip e respondeu a algumas críticas que recebeu da imprensa.
Com um doutorado em curso sobre James Joyce, Amara Moira contou como a transição de gênero mudou sua percepção sobre a experiência em relação ao corpo e ao assédio, mas também seu olhar sobre a literatura. “Existem coisas que eu não era capaz de pensar e sentir. E que hoje sinto forte na pele”, disse, apontando como certa crítica feita fora da academia (ou “com um pé dentro e um fora”) está começando a afetar o modo como se produz conhecimento.
Apontando aspectos misóginos ou racistas na obra de Mário de Andrade (“no início deMacunaíma, o que se lê são cenas de estupro”), Guimarães Rosa (Sagarana) e Aluísio Azevedo (O cortiço), ressaltou o fato de que a literatura desestabiliza, mas não se dá conta do quanto reproduz discursos de ódio, discursos de violência: “Eu queria poder fazer uma antologia da poesia brasieira misógina e racista para mostrar tudo o que a gente já foi capaz de pensar e dizer.”
Cuti partiu das pesquisas do professor José Jorge de Carvalho sobre a discrepância no número de professores negros e brancos na academia no fim dos anos 90 (99,6% contra 0,4% de negros) para falar da marginalização sistemática dessa produção. “Esta mesa está equilibrada do ponto de vista racial, mas a plateia não”, apontou. “Lógico que uma pessoa que vive confinada no seu mundo racialmente vai achar que isso tudo é muito normal [...] Não há dúvida de que somos um anacronismo no mundo e nem somos capazes de entender como demoramos tanto para discutir esse tema.”
Para ele, a passagem do negro como objeto de estudo (de estudiosos brancos) para sujeitos do discurso encontra resistência num mercado que parte da premissa “escritor negro não vende”:
“Nossa luta, desde 1978, vem no sentido de criar leitores. Será que é essa perspectiva que predomina nas revistas? Nos críticos? Trabalhei muito tempo em bibliotecas e sei que a perspectiva não é essa. A perspectiva é manter a estante arrumada. O marketing é do produto, do livro. E, no Brasil, nós precisamos de um outro marketing, que é o marketing da leitura.”
Para ele, olhar para literatura negra envolve um jogo especular onde o que está em questão não é apenas “o negro”, mas as relações em toda a sociedade: “A literatura que os negros estão produzindo hoje no Brasil lembra um grafite que vi em Salvador: um rosto negro com a frase estampada: ‘O que você vê quando me vê?. Ele encerrou sua participação com o poema “Antigamente”, do poeta negro Oswaldo de Camargo, do qual reproduzimos um trecho aqui:
“Antigamente eu morria,
Antigamente eu amava,
Antigamente eu sabia,
Qual é o chão que resvala
Se o passo da gente pesa
Hoje que sou homem leve,
Sem dinheiro, sem altura
E tenho a boca entreaberta,
Olhando o incêndio do mundo,
Vejo a certeza mais certa:
Eu cavo sempre no fundo!”
Antigamente eu amava,
Antigamente eu sabia,
Qual é o chão que resvala
Se o passo da gente pesa
Hoje que sou homem leve,
Sem dinheiro, sem altura
E tenho a boca entreaberta,
Olhando o incêndio do mundo,
Vejo a certeza mais certa:
Eu cavo sempre no fundo!”
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